Dicas sobre trabalho
Relacionamos aqui algumas dicas úteis sobre o mercado de trabalho.
Trocar de emprego? - Este texto é especialmente importante para pessoas que estão empregadas e, mesmo assim, pretendem buscar novo emprego. Ler dica
Dicas Currículo - Dicas simples para quem pretende elaborar um currículo. Ler dica
Dicas Entrevista - Conselhos úteis para quem irá participar de entrevista de emprego. Ler dica
Entrando na empresa - Conseguiu se recolocar profissionalmente? Relacionamos algumas sugestões para que você comece essa nova fase com o pé direito. Ler dica
Saindo da empresa - Está saindo da empresa em que trabalha atualmente? Saiba fazer isso com dignidade e profissionalismo. Ler dica
Trocar de emprego?
Você está profissionalmente feliz?
Para responder adequadamente a essa pergunta, você precisa primeiro dividi-la em 3 partes:
1 - Estou feliz com a atividade que realizo?
2 - Estou feliz com a empresa na qual trabalho?
3 - Estou feliz com a remuneração que obtenho?
Se você respondeu algum "não", pode clicar na própria pergunta e partir direto para a sessão correspondente. Mas se respondeu "sim" a todas as questões, você pode afirmar que é profissionalmente feliz. Porém, se você é feliz, por que se interessou em ler esse texto? Pode ser só por curiosidade ou por busca de conhecimento, o que é perfeitamente compreensível. Mas pode ser também que mesmo tendo respondido sim, você esteja pensando em buscar uma recolocação profissional. Pois se for este o caso, analise bem as questões abaixo, para não tomar nenhuma atitude precipitada.
Problemas pessoais: muitas vezes, quando passamos por algum problema pessoal, tendemos a espalhar nossa insatisfação para todos os campos de nossa vida, por vezes chegando a ponto de querer mudar tudo, dar aquela "guinada" na vida. Embora muitas vezes esse desejo seja positivo, outras tantas ele pode acabar sendo extremamente prejudicial. Não são raros os casos em que uma pessoa que está infeliz no casamento acabe mudando de trabalho e/ou cidade, e depois descubra que abriu mão das coisas que gostava e carregou consigo o "problema". Ou o inverso: a pessoa está infeliz profissionalmente e a angústia causada por isso acaba fazendo com que ela enxergue "tudo ruim" à sua volta, e termine um relacionamento afetivo que em tempo normais é prazeroso.
Se você está passando por uma fase em que sente necessidade de mudar algo, analise profundamente qual o aspecto de sua vida precisa mudar. Se tiver dificuldade em descobrir isso sozinho, uma psicoterapia (mesmo que por um tempo curto) pode ajudar bastante.
Dificuldade em lidar com a pressão: a globalização, crise econômica, entre outros fatores, tem tornado a vida das (e nas) empresas cada vez mais difícil. A competição por uma fatia do mercado faz com que a busca por produtividade seja constante. Em outras palavras: o serviço que antes era feito por 3 pessoas, hoje apenas uma fará, e ainda terá que fazer muito bem. Você precisa estar psicologicamente preparado(a) para constantes cobranças, que por muitas vezes não desencadearão o "reconhecimento" que você considera justo. Infelizmente, a sua principal premiação será a manutenção do emprego e as possibilidades de carreira, que só surgirão se você suportar a pressão e ainda por cima superar as expectativas. Mas isso não quer dizer que você precisa se transformar em um saco de pancadas passivo. Se você acha que as cobranças estão excessivas, procure conversar com seu chefe, e mostre a ele que você está fazendo tudo o que é possível para atingir os objetivos da empresa. E busque sempre o auxílio dele no sentido de obter o máximo de ferramentas possível para desenvolver suas atividades.
Problemas com superiores: o relacionamento profissional é muitas vezes mais difícil que o relacionamento amoroso, por exemplo. Convive-se mais com os colegas de trabalho do que com os parceiros afetivos. Além do mais, no relacionamento profissional não se escolhe o chefe nem o resto da equipe, como acontece nos namoros e casamentos. E ainda tem outro agravante: nesse tipo de relacionamento, existe a necessidade de obediência por questões hierárquicas. Ou seja: não é fácil.
Precisamos, portanto, nos esforçar ao máximo para compreender as características, qualidades e defeitos de cada um de nosso círculo profissional, para tornar essa convivência o mais tranquila possível. Você não precisa amar seu chefe, mas sim buscar formas de obter uma relação produtiva. Quanto mais problemas de relacionamento, mais você precisa se aproximar dele. Não para "puxar o saco", mas para descobrir como lidar com ele, e quais as expectativas dele em relação às suas atividades. Mas se todo o diálogo não adiantar, procure novas oportunidades dentro da própria empresa, seja mudando de equipe, de horário ou mesmo de área. Mas nunca - nunca mesmo - fale mal de seu chefe para justificar o desejo de mudança.
Insegurança quanto à manutenção do emprego: a crise econômica existe e isso é fato. Mas tome todo o cuidado do mundo com os "pessimistas de plantão". Para cada observação positiva que você vai ouvir, pelo menos 10 comentários negativos chegarão a você. De preferência, evite qualquer contato com pessoas derrotistas, mas se isso for impossível, pense na sua música predileta enquanto o arauto das desgraças descarrega suas baboseiras.
É claro que você precisa ficar atento à situação de sua empresa e do mercado no qual ela atua. Mas tenha uma certeza: qualquer que seja o tamanho da crise, a grande maioria dos mercados, das empresas e dos profissionais conseguirá ultrapassá-la. E outro detalhe importante: se sua empresa atravessa um momento difícil, essa é a hora em que ela mais precisa de você. E pense também no pós-tempestade: quem serão os promovidos, os derrotistas ou aqueles que se empenharam ainda mais pela sobrevivência da empresa?
Pressa para atingir os objetivos profissionais: é absolutamente normal e saudável o desejo de alcançar novos postos e responsabilidades. Mas tão importante quanto isso, é saber a hora de dar cada passo. A primeira coisa que você tem que ter em mente é que precisa ser o melhor dos melhores na atividade que desenvolve. Isso é absolutamente fundamental para se crescer profissionalmente. Você pode até ter certeza de que seria um excelente profissional no cargo "xpto", mas ninguém dará a você essa oportunidade se você não for excelente na função que desempenha atualmente. Como diz o ditado, não adianta querer colocar o carro na frente dos bois. O que você precisa fazer é dar o máximo de si em sua atividade, e, claro, demonstrar interesse no cargo que pretende alcançar.
Outra característica que é importante desenvolver é a capacidade de esperar a hora certa. É necessário ter paciência até que o cargo almejado esteja disponível. Mas também é possível que os cargos já estejam surgindo e você não esteja sendo cogitado para eles. A nossa primeira tendência é pensar em "implicância do chefe" ou "protecionismo aos queridinhos do chefe...". É até possível que isso seja verdade, porém pode ser que os motivos sejam outros. Talvez o(s) seu(s) superior(es) não perceba(m) em você alguma característica importante para o cargo, como liderança, espírito de equipe, disponibilidade para viagens e/ou mudança, tempo de casa ou mesmo interesse no cargo. Só existe uma única forma de você saber o real motivo: é perguntar. Portanto, antes de procurar outra empresa para trabalhar, pergunte a seus chefes o por quê não está sendo aproveitado para as vagas disponíveis.
Se você respondeu "sim" àquelas três primeiras perguntas e não encontrou nas questões apresentadas algo que esteja motivando você a buscar um novo emprego, utilize as 3 principais características que diferenciam os humanos do resto dos animais.
1 - Pense, pense e pense bastante antes de tomar qualquer atitude.
2 - Converse, converse e converse! Procure pessoas que você admira, profissionais de sua área e de outras nas quais possa ter interesse, profissionais qualificados em orientação profissional, amigos, parentes etc.
3 (e mais importante) - Ouça seu coração! Vá à missa se for católico, ao culto se for evangélico, ao centro se for espírita, a um parque arborizado se for ateu, mas ouça seu coração! E JAMAIS deixe de atender à orientação dada por ele.
Boa sorte!
Caso você tenha respondido "não" a alguma das 3 perguntas do início do texto, vamos tratá-las individualmente.
Não estou feliz com a atividade que desempenho
A primeira coisa que você precisa tentar identificar é se a sua insatisfação é com o "conteúdo" de sua atividade ou apenas com a "forma" de exercê-la.
É bastante comum escolhermos (ou o destino nos levar a) determinada profissão e acabarmos insatisfeitos com ela. Só que essa insatisfação não ocorre necessariamente pelo fato de esta não ser a nossa verdadeira "vocação". Muitas vezes, o problema ocorre porque o dia-a-dia da atividade é incompatível com a nossa personalidade. Se for este o caso, basta uma simples mudança de rumo para que possamos ter prazer em exercer a profissão escolhida.
Para exemplificar essa diferença entre "forma" e "conteúdo", usaremos 2 profissões distintas: vendas e medicina.
Vendedor X da loja K: ele é um bom profissional, gosta de lidar com gente, gosta de servir pessoas, gosta de ganhar por comissão, mas está infeliz. Essa "infelicidade" pode ser causada tanto por questões simples, como a falta de identificação com o produto, quanto por questões mais complexas. Exemplo: ele se sente "preso" dentro da loja, graças a seu espírito aventureiro. Uma boa solução seria tentar vendas externas.
Vendedor Y que também trabalha na loja K: o maior motivo de insatisfação dele é que, apesar de ganhar por comissão, ele sente que as suas possibilidades de remuneração são muito limitadas, sem grandes possibilidades de variação por fatores que ele não pode controlar, como fluxo de gente no shopping, falta de publicidade etc. Nesse caso, além de trocar por vendas externas, seria interessante começar a desenvolver um trabalho de vendas corporativas, pois as possibilidades são maiores, apesar dos riscos também serem (porém se ele estava insatisfeito com a remuneração constante, é porque mostra um perfil bastante arrojado, querendo correr "riscos").
Vendedor W. Ele também gosta de lidar com pessoas e vender, mas não se adapta aos "altos" e "baixos" das vendas corporativas e prefere algo mais "seguro". Talvez pra ele o trabalho em loja seja o ideal.
Vendedor H. Gosta de vendas e da remuneração variável, mas não se adapta à falta de rotina das vendas externas, perambulando de um lado para outro. Talvez pra ele o ideal seja um trabalho de telemarketing.
Médico M. Gosta da parte científica da profissão, tem prazer em ajudar pessoas, e lida bem com a necessidade de estudo constante. Mas tem muita dificuldade em lidar com o sofrimento dos pacientes, ficando abalado emocionalmente com os casos em que atua. É possível que a área da medicina ideal seja a radiologia, ou outra mais de bastidores.
Médico K. Lida bem com o sofrimento alheio, mas se sente incomodado com a falta de rotina da profissão, além de preferir desenvolver um contato mais permanente com as pessoas. Talvez na função de fisiatra ele se adapte melhor.
Resumindo a questão, pois a quantidade de exemplos é infinita: antes de se decidir por trocar de profissão, analise se não existe outra função em sua área que tenha mais afinidade com o seu jeito de ser. E antes de decidir trocar de emprego, veja se consegue alguma oportunidade na área em que deseja atuar dentro da sua própria empresa. Caso você seja reconhecidamente um bom profissional, certamente a empresa lhe dará uma chance. Converse com seu chefe e com o departamento de Recursos Humanos.
Mas atenção: caso esteja decidido(a) a mudar de área, FAÇA ISSO! Nunca é tarde e nunca é cedo para se mudar. E é fundamental que você goste do que faz, pois só assim você conseguirá se realizar.
Não estou feliz na empresa na qual trabalho
Já tratamos de diversos motivos para a insatisfação profissional, como os problemas pessoais, com os superiores e com a atividade em si. Mas e quando o problema é com a empresa? Primeiramente você precisa tentar identificar se os motivos que causam essa insatisfação são temporários ou permanentes.
Muitos mercados, e em consequência muitas empresas, estão atravessando um momento difícil, de quase estagnação, chegando até à retração. E em momentos como esse, as empresas tendem a diminuir ao máximo todo o tipo de investimento, o que invariavelmente atinge as políticas de recursos humanos. Muitas estão sendo obrigadas a reduzir ou mesmo eliminar benefícios, bem como gastos com cursos, seminários, viagens, entre outras medidas que afetam diretamente seus funcionários e colaboradores. Porém, embora a maioria esteja agindo assim involuntariamente, outras se aproveitam do momento do país e do alto desemprego para simplesmente empobrecer o pacote de ofertas a seus trabalhadores. O que você precisa fazer é tentar separar o joio do trigo.
Converse com pessoas que trabalham na empresa há mais tempo, para identificar se essa situação deve mudar pra pior ou pra melhor. E se você chegar à conclusão de que o problema é passageiro, invista mais do que nunca na empresa, pois certamente você será muito bem visto pelos seus superiores no momento em que os ventos virarem a favor. Porém, se o que você perceber no discurso dos mais antigos é que a empresa está sempre dando um "jeito" pra piorar a situação da equipe, saia assim que conseguir outra colocação. A visão empresarial do "tudo pra mim, nada pros outros" está se mostrando cada vez menos inteligente, e as empresas que agem com essa política tendem a desaparecer do mercado.
Não estou feliz com a remuneração que obtenho
Com certeza é essa a seção do site mais "clicada". E é certamente a mais delicada.
Poucas pessoas estão satisfeitas com a própria remuneração, e olha que alguns desses insatisfeitos ganham verdadeiras fortunas. Pois bem, no sistema capitalista em que vivemos, o trabalho não vale apenas pela "quantidade", "qualidade" ou mesmo pela "dedicação" com as quais exercemos nossa atividade. O que determina se estamos ganhando bem ou mal é tão-somente o mercado.
Você precisa avaliar várias questões para saber se está obtendo uma remuneração justa ou não.
1 - Quanto ganham as pessoas que desenvolvem atividades similares às minhas dentro da minha empresa?
2 - Quanto ganham as pessoas das outras empresas que atuam no mesmo mercado e região que a minha empresa? (neste ponto, é preciso levar em consideração o porte das empresas. As maiores costumam pagar mais, mas em compensação exigem uma formação acadêmica e profissional muito mais consistente)
3 - Quais os benefícios que a minha e as demais empresas do mercado oferecem? (essa questão deve ser levada em conta, pois algumas empresas pagam salários menores, mas em contrapartida oferecem benefícios que muitas vezes compensam).
Após analisar essas questões, é possível que você chegue à conclusão de que conforme os parâmetros atuais do mercado a sua remuneração é justa, mas mesmo assim você está insatisfeito. Pois nesse caso só lhe resta se dedicar ainda mais à sua atividade, visto que as suas chances de melhoria salarial residem em uma promoção de cargo. Outra possibilidade a se pensar é em mudar de atividade, seja em sua própria empresa ou não.
E se você chegar à conclusão de que realmente a sua remuneração está defasada, seja em relação à sua própria empresa ou ao mercado? Aí é a hora de, antes de qualquer coisa, conversar. Procure seu chefe e exponha seus questionamentos. Mas tome cuidado com os argumentos que irá usar. Jamais pareça arrogante, usando qualquer tipo de ameaça, tipo deixar a empresa se o seu salário não for revisto. Muito menos tente sensibilizar seu chefe com seus problemas financeiros, pois empresas não decidem salário por questões desse tipo. Exponha claramente o que pensa e se coloque à disposição dele para "ajudá-lo" a aumentar seu salário. Pergunte a ele em quê você precisa contribuir mais para a empresa pra ter seus rendimentos equiparados aos dos demais funcionários. E caso a sua remuneração esteja defasada em relação ao resto do mercado, pergunte a ele se a empresa está analisando a possibilidade de equiparar os salários aos das outras empresas.
Esperamos ter ajudado você na difícil decisão de buscar ou não outra colocação profissional.
Gostaríamos apenas de repetir 3 conselhos dados anteriormente:
1 - Pense bastante antes de qualquer decisão.
2 - Converse com as pessoas em quem você confia.
3 - Ouça o seu Coração!
Boa Sorte!
Dicas currículo
A primeira coisa que você precisa ter em mente é que o seu currículo precisa ser o mais enxuto possível. Uma ou duas folhas costumam ser suficientes. Os recrutadores não têm tempo de ler currículos extensos. Além disso, o simples fato de receber um currículo grande já faz com que ele não veja o candidato com bons olhos, pois ele o considerará uma pessoa que não está "antenada" com as tendências atuais.
Informações de cadastro, como CPF, RG e demais documentos não devem ser informados, exceto se solicitado.
Informações sobre formação acadêmica, apenas as do último grau estudado. Exemplo: se fez terceiro grau, não há necessidade de se colocar o nome da escola de segundo grau, muito menos curso ginasial e primário.
Coloque informações sobre ano de conclusão, nome do estabelecimento e do curso realizado.
Cursos de pós-graduação, MBA e equivalentes são importantes, com o ano de conclusão e estabelecimento de ensino.
Cursos extracurriculares, só coloque aqueles que realmente importam para o cargo em questão. Não coloque cursos feitos há muito tempo e com a matéria defasada, tipo datilografia.
Experiência profissional, coloque apenas as mais relevantes, de preferência apenas os três últimos cargos ocupados.
Descreva resumidamente as atribuições de seus últimos cargos. Nunca exagere nas funções exercidas! Lembre-se que o recrutador provavelmente checará com seu antigo empregador. E se por acaso ele descobrir que você colocou alguma função que não desempenhava, ele o descartará, mesmo que a atividade mencionada não tenha nenhuma importância para o cargo oferecido. Ele eliminará seu currículo pura e simplesmente por causa da informação inverídica.
Se você desempenha algum trabalho voluntário, informe.
Não assine o currículo, pois essa prática está "fora de moda".
Só informe pretensão salarial se solicitado.
Preste atenção a tudo o que o for solicitado no anúncio de vaga, como cartas manuscritas, envio de fotos, descrição de aptidões específicas, telefone de referência etc. Imagine o que o recrutador pode pensar se você não atender às solicitações feitas: "se antes de vir trabalhar aqui ele já não faz o que eu peço, imagine depois..."
Não use papel com cores muito chamativas.
Não faça rasuras no currículo. Se errou alguma coisa ou se as informações estão desatualizadas, digite novamente.
Envie seu currículo tão logo saiba de uma vaga disponível. Não demore.
Boa Sorte!
Dicas entrevista
Quando chamado(a) para uma entrevista, não fique perguntando pelo telefone muitos detalhes sobre a empresa, o cargo e muito menos o salário.
Se possível, antes da entrevista faça uma pesquisa sobre a empresa e o mercado em que ela atua.
Vá vestido de acordo com o cargo e o tipo de empresa que está recrutando. Se você está se candidatando a uma vaga de vendedor em uma loja de surfware, tudo bem ir com roupas mais esportivas. Mas se você se candidata ao cargo de advogado em uma multinacional, terno e gravata são fundamentais.
Não use roupas que deixem tatuagens à vista.
Se mulher, use maquiagem bem leve, e jamais use roupas decotadas ou insinuantes.
Evite bebidas alcoólicas no dia anterior ao da entrevista e tenha uma noite de sono o mais tranquila possível.
Se a entrevista for após o horário de almoço, alimente-se de comidas leves, e sem exagerar, pois do contrário poderá ter sono durante a entrevista.
Jamais chegue atrasado à entrevista. Caso em sua cidade exista o risco de congestionamento, saia de casa com bastante antecedência. Mas também não se apresente para a entrevista muito antes da hora, pois isso demonstra ansiedade. 10 a 15 minutos antes da hora marcada é o ideal.
Se você costuma ficar nervoso(a) em entrevistas, beba um copo de água e procure respirar profundamente antes de entrar na sala do entrevistador, pois isso ajuda a acalmar.
Se durante a entrevista você estiver nervoso(a), não há nenhum problema em falar isso ao entrevistador. Se ele for competente em sua função, fará todo o possível para acalmá-lo(a).
Aja da maneira mais natural possível durante a entrevista. Não seja excessivamente formal, pois você poderá parecer pedante.
Evite responder às perguntas de forma monossilábica, mas também não seja "tagarela" demais. Procure não se desviar da pergunta formulada.
Responda SEMPRE a verdade no que diz respeito às suas aptidões.
Jamais fale mal de seu antigo empregador, mesmo que ele tenha sido o capeta em forma de gente. Você não terá nada a ganhar com isso e ainda pode dar uma impressão ruim ao entrevistador.
As empresas normalmente adotam certo ritual durante as entrevistas, definindo com antecedência em que etapa serão fornecidas informações a respeito do cargo, remuneração e políticas de benefícios. Portanto, caso você perceba que o entrevistador não está querendo dar muitos detalhes, não insista.
Boa Sorte!
Entrando na empresa
Parabéns! Você conseguiu a colocação que desejava no mercado. Agora é a hora em que vai mostrar que a empresa está certa ao apostar em seu talento. Porém, esse é o momento em que você precisa estar muito atento(a) à sua forma de agir, principalmente por um detalhe: você está entrando em um barco em movimento, onde já existem pessoas designadas para as várias funções necessárias à navegação do barco. Tenha em mente, sempre, que você é o(a) novato(a). Portanto, você precisa se adaptar ao ritmo de trabalho das pessoas que já estão lá, e nunca o contrário.
Esse tipo de comportamento é dificílimo, principalmente porque ao entrarmos em uma empresa, chegamos com um grande desejo de colaborar para a melhoria dos processos e resultados da empresa. Esse sentimento é perfeitamente normal e até desejável, mas é preciso ter muita calma e tato para não melindrar as pessoas que estão na empresa.
Evite ficar fazendo comparações entre a empresa em que você trabalhou anteriormente e a atual, principalmente se for para criticar a atual empresa.
Coloque-se em uma posição de aprendiz. Além dos processos internos da empresa, é fundamental que você conheça a "cultura" da empresa. Depois, com o tempo, você vai ter a confiança e a colaboração das pessoas para poder sugerir as mudanças que você julgar oportunas.
Jamais reclame (ao menos no início) do salário ou política de benefícios da empresa. Afinal de contas, se você foi trabalhar lá é porque concordou com o que lhe foi oferecido.
Outra atenção importante é com as pessoas com as quais você vai se relacionar na empresa. É normal, ao entrarmos em um ambiente desconhecido, buscarmos algum tipo de aproximação com uma ou duas pessoas, até pra ter companhia para o almoço. Pois lembre-se do ditado "diga-me com quem andas e te direi quem és...". Cuidado pra não se aproximar de pessoas mal vistas dentro da empresa. Pra evitar esses riscos, o ideal é você manter uma relação cordial com todos, mas com certo distanciamento, até que comece a distinguir "quem é quem" dentro da empresa.
Boa Sorte!
Saindo da empresa
É hora de sair da empresa atual. Seja o motivo bom (nova colocação) ou ruim (demissão), você precisa ter em mente o seguinte: o mundo dá muitas voltas. Portanto, evite cair na tentação de deixar transparecer eventuais rancores que possa ter da empresa ou de colegas de trabalho.
Mesmo que você esteja decidido(a) a jamais voltar a trabalhar na empresa, faça de tudo para sair bem. Até porque hoje em dia é comum fusões entre empresas. Imagine se você sai de forma pouco amistosa e no futuro essa empresa se associa à empresa na qual você vai trabalhar? E mesmo que essa possibilidade seja remota, é possível que alguns profissionais da atual empresa sigam o mesmo caminho que você e acabem trabalhando na empresa para a qual você está indo.
Exercite sua veia artística e despeça-se de todos amigavelmente!
Boa Sorte!